“Tomai sobre vós o meu jugo e sede discípulos meus” (…). Mateus 11.29 CNBB.
A versão bíblica da CNBB (primeira edição de 2001) traduz uma frase do famoso convite de Jesus (ver 19/08) de forma diferente. Literalmente, a frase diz: “aprendam de mim”. A CNBB traduz como: “sede discípulos meus”. É justificável essa tradução?
Não é original essa tradução. A antiga Bíblia na linguagem de hoje (BLH), de 1988, traduziu a primeira frase acima: “tomai sobre vós o meu jugo”, neste sentido: “Sejam meus seguidores e aprendam de mim”. (A Nova tradução na linguagem de hoje mantém essa tradução.)
Há um reconhecimento da parte dos tradutores que Jesus não está apenas oferecendo uma receita para amenizar a vida ou uma sabedoria qualquer para adotar técnicas ou estratégias de vida. Não é dica que Jesus dá, mas sim submissão total e liberdade completa. Ele oferece, por meio do seguimento dele, uma nova vida e esperança.
É comum descrever o ser discípulo em termos de ser aluno, aprendiz ou imitador do mestre. Daí os tradutores entenderam, corretamente, que o jugo e a aprendizagem são uma coisa só: tornar-se seguidor de Jesus. O estimado irmão Jack Lewis escreveu: “O aluno aceita o jugo do seu mestre” (1976, 167).
“Isto demonstra o profundo paradoxo que permeia o Evangelho de Mateus. A salvação é dádiva e exigência. É evangelho e lei. Deus dá tudo e exige tudo” (Stagg 1983, 186).
O jugo e a aprendizagem do discípulo são demais felizes. Você já se submeteu a Jesus como Príncipe e Salvador?
Pai soberano, felizes somos por seguir a Jesus. Descansamos no seu jugo. Ensina-nos a trabalhar nele. Amém.
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