Um religioso americano no início do Século 20 escreveu o seguinte poema, lindo e comovente:
Você está disposto a se abaixar e considerar as necessidades e os desejos das crianças pequenas;
Lembrar-se da fraqueza e da solidão das pessoas que estão envelhecendo;
Deixar de perguntar o quanto seus amigos o amam, e perguntar a si mesmo se você os ama o suficiente;
Ter em mente as coisas que aqueles que vivem na mesma casa com você realmente querem, sem esperar que eles digam;
Ajustar sua lâmpada para que ela produza mais luz e menos fumaça, e carregá-la à frente para que sua sombra caia atrás de você;
Fazer um túmulo para seus pensamentos feios, e um jardim para seus sentimentos amáveis, com o portão aberto?
Lindo, não é? O autor foi Henry Van Dyke. Seus escritos mostram grande sensibilidade com as outras pessoas e com as necessidades sociais.
Pois bem, é justamente aqui que sua teologia carece de base bíblica. Ele fez parte do movimento do evangelho social. Pode-se reparar no texto acima que não fala de salvação eterna. Não menciona o nome de Cristo nem do seu sacrifício pelo pecado. Não fala da vida após a morte.
Obviamente, o texto acima é bem curto e não se pode esperar que fale de tudo, mas ainda reflete suas prioridades sobre as circunstâncias terrenas das pessoas e não do destino no Além.
Van Dyke criticava, corretamente, o individualismo protestante. Errou, porém, no sentido de partir para a batalha contra das políticas opressoras e das transformações industriais da época. Via a igreja como agente de serviço, e não como tendo a missão de ser proclamadora da Boa Nova — Cristo crucificado — que salva eternamente.
O autor também enfatizava o pensamento positivo. Dessa maneira, não é tão diferente do que os milhares de tomos que ocupam espaço nas livrarias e bibliotecas. De fato, muitos autores naquela época, e ainda hoje, eram religiosos que queriam transmitir apenas algo positivo, confirmador e confortador aos leitores. Nada de pecado que condena, nada do arrependimento, nada da conversão.
De forma semelhante, hoje, as pessoas e, especialmente, os líderes religiosos, tornam o evangelho em movimento sócio-político. O marxismo penetrou os movimentos religiosos com a pregação da revolução social. O pentecostalismo e movimento carismático prometem mudanças financeiras e sociais. Os ecumênicos querem espaço no palco mundial como jogadores sérios.
Pense em figuras como Joel Osteen e Joyce Meyer, para citar apenas dois que pertencem ao grupo evangélico de pregadores do evangelho macio — figuras como eles que indicam também a origem, na maior parte, estrangeira dessas ideias. Essas doutrinas não vieram da Bíblia.
Enquanto isso, há cristãos que vivem para servir aos outros, um a um, ao mesmo tempo que proclamam a verdade nítida e clara, contida no ensino de Jesus Cristo, oferecendo uma esperança da vida eterna e um propósito de vida que é a gloria de Deus demostrada nas atitudes de todos. Esses vivem em comunidade, reúnem-se nas casas para a edificação mútua, leem as Escrituras assiduamente e fazem orações contínuas para terem uma vida pacífica aqui na terra e a comunhão eterna com o Pai celestial.
Os cristãos trabalham em pequena escala, por assim dizer, não buscando holofotes nem projeção, mas crescem de todas as outras formas, em número, no amor, nas boas obras, no ensino da Palavra de Deus, em espírito e na verdade.
Esperam, dessa maneira, levando a sério a Fé entregue de uma vez por todas ao povo santo, oferecer aos ouvintes e leitores um compromisso profundo ao seguimento do Senhor e Salvador Jesus Cristo.
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