Primeiro, peço perdão aos amigos por alguns irmãos nossos que afirmam que não se deve ensinar sobre a igreja de Deus antes da conversão. Esses têm vários problemas, coitados: primeiro, foram influenciados por doutrina denominacional que posiciona a igreja como algo supérfluo; segundo, não se livraram do individualismo severo característico da cultura ocidental.
Uma das melhores coisas que temos para oferecer-lhes é a igreja.
Isso porque a igreja representa um dos efeitos maravilhosos da cruz de Cristo: o fim do isolamento, da separação e do distanciamento. A cruz reverte o resultado do pecado. Ler Isaías 59.2; Romanos 3.23.
A ligação entre a cruz e a igreja fica bem destacada quando o apóstolo Paulo falou da “a igreja de Deus” como o povo ”que ele comprou com o seu próprio sangue” Atos 20.28.
Lembrem-se: a igreja não é denominação (divisão), construção física, hierarquia autoritária etc. A igreja é única, o povo simples de Deus, composto dos “santos e fiéis irmãos em Cristo” Mateus 16.18; Colossenses 1.2; 1Pedro 2.10.
Quase nem uso mais a palavra “igreja”, de tão mal usada ela tem sido no meio religioso. No sentido bíblico, porém, precisamos dela para entender o que Cristo fez. Ela é o povo espiritualmente reunido em torno de Cristo e frequentemente reunido de forma física em assembleia para a salvação e edificação de todos.
Na igreja que Cristo estabeleceu, há reconciliação. Ler Efésios 2.11-22. Os salvos são a ela acrescentados por Deus — não é decisão nossa. Então, se alguém resolve entrar em algum grupo por meio de um ritual, é provável que aquele grupo não seja a igreja do Senhor.
Na igreja predominam a verdade, a honestidade, a integridade e a sinceridade. Tem gente que traz para dentro dela os hábitos carnais. Tais pessoas têm de ser ensinadas, corrigidas e disciplinadas. Pois sinaliza que, no caso delas, não ocorreu o arrependimento — o abandono do pecado para viver Cristo. Ler Efésios 4.17-32. E a justiça que todos procuram no mundo Deus estabelece dentro da igreja.
Tudo isso é possível porque Jesus morreu na cruz e trouxe-nos reconciliação com Deus, Colossenses 1.21-23. Uma vez reconciliados com Deus, ele nos coloca em comunidade com outros reconciliados.
O pecado separa, a cruz reconcilia. O pecado distancia; a cruz aproxima. O pecado isola; a cruz une.
Nosso Senhor disse que o amor fraternal dos seus seguidores serviria como marca de identidade e o chamativo para os de fora, João 13.34-35. Leiam as próprias palavras dele:
Eu lhes dou um novo mandamento: Amem-se uns aos outros. Vocês devem se amar uns aos outros da mesma forma como eu amei a vocês. Nisto todas as pessoas saberão que vocês são meus discípulos, se vocês se amarem uns aos outros (VFL).
No mundo os relacionamentos, quando existem, são interesseiros, temporários, descartáveis e superficiais.
Na igreja de Deus estamos ligados uns aos outros por um amor eterno, demonstrado na cruz. Na congregação somos família. Deus é Pai. Somos irmãos. Temos herança celestial. Vivemos em comunidade — em família. Preocupamo-nos uns com os outros e ajudamos os necessitados. A palavra de Deus é nosso norte.
Visitem-nos para comprovar. Entendam o nosso objetivo. Submetam-se ao Senhorio de Cristo. Permitam que Deus os acrescentem — não a uma religião ou denominação — mas sim ao povo dele, povo este que existe, respira, alegra-se e trabalha para a glória de Deus Pai.
Diferente de alguns, não pedimos desculpas pela igreja, não escondemos a igreja, não tratamos a igreja como algo não essencial. Pedimos desculpas, sim, por aqueles entre nós que acham que a igreja seja a coisa menos interessante para vocês. Jesus pensa diferente, e nós também.
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