Somente Deus sabe qual é o pecado mais comum em alguma época da História. Somente ele é onisciente, para conhecer os corações de todos os homens.
O observador atento, porém, repara que as pessoas praticam alguns pecados com mais frequência do que outros. Nosso título apela à curiosidade, e tem vantagem da brevidade, mas talvez não seja longe da verdade.
Este autor sugere que um bom candidato para o pecado mais comum sejam os mexericos e as fofocas.
Seu campo de maior atuação é a mídia social.
Numa conta de citações diárias, apareceu esta frase: “É uma das minhas fontes de alegria nunca desejar um conhecimento dos assuntos das outras pessoas”.
Quem poderia oferecer uma frase que destoa mais da sociedade hoje do que essa? Pois todos querem saber de tudo sobre os outros e comentam e criticam livremente os assuntos alheios.
O pecado é bem descrito por Pedro em 1Pedro 4.15 VFL, como “quem se intromete na vida dos outros”, de forma direta ou indireta.
Um dos pecados dos coríntios eram os mexericos, 2Coríntios 12.20. Algumas versões traduzem o termo como falatórios ou intriga. A raiz do termo tem a ver com sussurros. Quando não se fala alto, o assunto é negativo.
O falar mal dos outros é um pecado. Tem de ser abandonado, 1Pedro 2.1. Os falatórios profanos não são inofensivos, mas “produzirão maior impiedade” 2Timóteo 2.16 ACF11.
Por isso é que Paulo os coloca entre esta lista de pecados: “brigas, invejas, ódio, egoísmo, insultos, mexericos, vaidade e desordens” 2Coríntios 12.20 VFL.
Se os atenienses queriam saber dos últimos assuntos do dia, as pessoas de hoje querem saber sobre as últimas notícias ruins dos outros. Eis o pecado mais comum.
Boa parte das lives hoje discute “assuntos controvertidos” Romanos 14.1, que não pertencem à salvação. São opiniões e dúvidas que não convém debater. (Os assuntos que pertencem à salvação devem ser debatidos intensamente.) Em vez disso, devemos aceitar o irmão que é fraco na fé.
A palavra final é do apóstolo Paulo, novamente. “procurem viver em paz, tratem dos seus próprios assuntos e vivam do seu próprio trabalho (…)” 1Tessalonicenses 4.11 NTLH. A palavra “assuntos” é suprido pela versão para completar a ideia. Paulo disse que se deve “cuidar dos seus (assuntos, negócios, etc.)”. NAA traduz: “cuidar do que é de vocês”.
O princípio é semelhante ao de Provérbios 25.17 NAA: “Não seja frequente na casa do seu próximo, para que ele não se canse de você e passe a detestá-lo”.
Queremos sim edificar aos outros na fé. Queremos levar todos à salvação. Queremos viver o amor fraternal sincero e profundo. Queremos abençoar a vida do próximo.
Contudo, não nos cabe falar mal dos outros, inserir-nos na sua vida diária de forma indevida ou procurar controlar a vida alheia.
A familiaridade pode ser levada ao extremo. Falar muito dos outros acaba se tornando prejudicial. Isso sem levar em conta a influência do próprio egoísmo, a inveja e o espírito de competitividade.
Os pagãos vivem disso. Os cristãos abandonam tais pecados, por mais aceitáveis e praticados pelos outros. Evite você este pecado tão comum.
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