Em hebraico, Malaquias significa “meu mensageiro”. Como nada mais é mencionado sobre ele no Antigo Testamento e devido ao significado da palavra, alguns estudiosos pensam que “Malaquias” pode ter sido apenas um pseudônimo usado pelo profeta. Foi traduzido como “meu mensageiro” na Septuaginta (LXX), em vez de um nome próprio. Essa possibilidade também é mencionada em uma antiga tradição judaica.
A profecia foi provavelmente escrita no período entre 450 a.C. e 425 a.C. Essa foi a época de Neemias, cerca de 100 anos após o retorno dos primeiros exilados da Babilônia. O livro reflete essa época. O segundo templo já havia sido concluído e sacrifícios estavam sendo oferecidos, mas os sacerdotes eram negligentes. O povo duvidava de Deus e se casava com pessoas de fora de Israel. Judá estava sob o domínio de um governador persa e Edom havia sido destruída.
O estilo do profeta é único no Antigo Testamento. Ele faz uma afirmação e depois faz uma pergunta que decorre dessa afirmação. Nas respostas a essas perguntas, Malaquias expõe a maior parte de sua mensagem.
O entusiasmo inicial que marcou o retorno dos judeus a Jerusalém um século antes havia desaparecido. Eles estavam desanimados. Havia uma seca severa e as colheitas estavam ruins. Eles esperavam uma era de prosperidade, mas ela não havia chegado. Deus não se importava?
Malaquias respondeu a essas dúvidas: Deus ainda está em seu trono! Veja o que ele fez com Edom. Deus lida com o pecado. Pague seus dízimos, obedeça a ele e veja como ele o abençoará. O Messias está chegando! Ele destruirá os ímpios e dará a vitória aos justos. Mas antes desse dia, o profeta Elias deve vir (= João Batista, veja Mt 17.10-13).
Esta introdução foi traduzida da International English Bible, uma obra de irmãos. Imagem por Grok.
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