POR JUNIOR PONSO ─ O capítulo 11 de Romanos vai discorrer sobre a situação do povo de Israel, que acabou deixando Deus de lado para seguir sua própria vontade. Mas sempre acabavam querendo se justificar dizendo que Deus os havia abandonado.

Paulo vai lembrar que não foi Deus quem os rejeitou, mas sim sua própria conduta diante dele. O próprio Paulo vai lembrar que ele mesmo era israelita, e não foi rejeitado por Deus.

Também vai ser lembrado a situação de Elias, quando achou que era o único que ainda estava fiel a Deus, tendo sido lembrado que além dele ainda havia outros sete mil homens que não haviam se dobrado a Baal.

A pergunta que deve ser feita sempre é se nós rejeitamos a Deus, e não se ele nos rejeitou. Será que somos parte desses “sete mil” que continuam fiéis ou já o deixamos?

E como o rejeitamos? Colocamos isso em palavras ou isso se dá através de nossas ações cotidianas?

Deixar de se interessar por estudar as Escrituras, ir perdendo o prazer em estar em oração, não procurar oportunidades para levar o evangelho aos outros, não estar em comunhão com os irmãos, deixar aos poucos de congregar, tudo isso não seriam “sintomas” de rejeição?

Dificilmente iremos verbalizar, colocar em palavras que estamos rejeitando Deus. Mas a rejeição é a mesma quando começamos a fazer essas coisas, com a diferença que não queremos nos ouvir falando aquilo que na realidade já estamos fazendo. Achamos que fazer sem falar será menos traumático, mas o final será o mesmo.

E acabamos por rejeitar aquele que nunca nos rejeitaria. Colocamos, pouco a pouco, para fora de nossas vidas (que, aliás, nem nossa mesmo é, pois nos foi dada), aquele que nos deu a própria vida.

Israel foi amado, escolhido, separado e chamado para ser o povo de Deus. Com o passar do tempo, acabaram rejeitando aquele que os escolheu.

Somos hoje o Israel espiritual, igualmente amados, escolhidos, separados e chamados como povo de Deus. Teremos a mesma atitude do povo? Rejeitaremos Deus?

Já conhecemos o destino de Israel…iremos para o mesmo?

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