E, tomando a palavra, Pedro disse: Na verdade, reconheço que Deus não trata as pessoas com base em preferências. Mas, em qualquer nação, aquele que o teme e pratica o que é justo lhe é aceitável. Atos 10.34-35, A21.
O irmão Batsell Barrett Baxter, conhecido mestre e evangelizador do Século 20, fez uma lista de 100 textos bíblicos chaves. O texto acima ficou em quarto lugar na lista dele.
O sermão de Pedro na casa de Cornélio é um dos mais completos resumos do evangelho. A afirmação dele acima foi até além da antiga distinção entre judeu e gentio. Toda e qualquer pessoa pode ser aceitável diante de Deus, pois o Senhor não faz distinção, não tem favoritos, nem muda as regras para ninguém.
Quais são essas regras? Pedro já tinha falado em vários momentos o que Deus espera do homem, Atos 2.38; 3.19. Aqui ele as resume em dois: temer a Deus e praticar o que é justo. Ele reflete a linguagem do Antigo Testamento que falava de temor e obediência.
O texto acima é literalmente: “obrar justiça”. Os evangélicos evitam a frase neste contexto, pois ela não condiz com sua doutrina protestante da salvação pela fé somente. A identificação da frase com as esmolas, como faz F.F. Bruce, fica muito aquem do seu significado. Aqui, “justiça reflete os componentes do plano sagrado que Deus tem dado e aos quais é necessário se submeter” (Jackson 125).
Este texto forma uma moldura (inclusio) com o v. 43: “todo aquele”. E nesse verso ele menciona a condição da fé. O v. 35 explica que a fé é composta do temor e da obra da justiça. Cornélio ainda não tinha sido salvo, Atos 11.14, ver 1Tessalonicenses 2.16, então os textos não se referem ao que ele já vinha fazendo.
Pai santo, tu és bom e justo. Aceita-nos por causa de Jesus. Amém.
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