Quem pode fazer parte

Um mestre da Palavra escreveu o seguinte parágrafo:

Deus espera que sejamos responsáveis perante nossos irmãos. O fato de haver congregações de cristãos se reunindo em vários locais não está em disputa. O fato de que um grupo local pode controlar quem é ou não deve ser membro daquela congregação é igualmente evidente, 1Coríntios 5.4-7; Romanos 16.17; Tito 3.9-11.

Repare bem na última frase. O irmão reconhece que há nas nossas assembleias visitantes e outros que não tem compromisso com Cristo e com sua Palavra. Porém, em termos de fazer parte da comunhão dos irmãos, toda a congregação tem responsabilidade de zelar pela pureza e pela verdade no seu meio. Não se deve aceitar qualquer pessoa e não se deve permitir que alguém permaneça no meio da congregação quando cai no pecado ou no erro.

Somos responsáveis uns pelos outros e temos que dar satisfação, não somente a Deus no último dia, mas, no presente, aos nossos irmãos com quem convivemos. Isso fica óbvio em assuntos como a coleta; tem que haver prestação de contas. Mas isso se estende também à vida pessoal de cada discípulo.

Talvez eu não usaria o termo “controlar” como aparece na citação acima. Melhor seria dizer que obedecemos Jesus quanto a permitir a entrada na comunhão ou a expulsar da comunhão. Seguimos as ordens do nosso Mestre!

Acrescente aos textos mencionados acima outros como 2João 9-10. É importante ver o lado do acolhimento também, não excluindo ninguém com base nas aparências, classe social, sexo ou precedentes, Mateus 18.10; Romanos 16.1-2; Filipenses 2.25-30; Colossenses 4.10; Filemom 17; Tiago 2.1ss.

A igreja de Deus não é uma sociedade voluntária, um clube social nem uma democracia. Deus nos chama para fazer parte da sua família. Não é ideia nossa de fazer parte de algo maior que nós. Cristo estabeleceu a sua igreja e, como seu Senhor, determinou como ela deve funcionar.

Nós não decidimos nada, em termos de doutrina e prática. Nós não resolvemos participar ou não, nem quando ou como participar. Não determinamos quem pode entrar em Cristo. Ele já definiu quais os passos para a salvação e a inclusão no seu Reino ─ e definiu também quais os termos e as condições para permanecer nele.

Se não seguirmos suas ordens, eventualmente deixaremos de ser o povo dele, pois a igreja se tornará uma entidade humana, uma denominação. Servimos e não mandamos. Obedecemos e não obrigamos algo que o Senhor não nos obriga a fazer, e nem permitimos algo que o Senhor não nos permite fazer. Vivemos pela verdade do amor e pelo amor à verdade.

Aos Doze apóstolos, que revelariam qual a vontade divina já determinada antes de a igreja ser estabelecida no dia de Pentecoste, o Senhor Jesus disse: “Em verdade vos digo: Tudo quanto ligardes na terra terá sido ligado no céu, e tudo quanto desligardes na terra terá sido desligado no céu” Mateus 18.18 A21.

Estas são “as chaves do Reino dos Céus” Mateus 16.19. Alguns “se apoderaram da chave do conhecimento” impedindo “os que estavam prestes a entrar” Lucas 11.52. Outros trocam as chaves, por assim dizer, alegando que a bondade de Deus permite que pecadores entrem no Reino sem o arrependimento e que permaneçam nele sem a santidade ou a verdade.

Em cada congregação, os “santos e fiéis irmaos em Cristo” têm responsabilidade de zelar para que a verdade seja anunciada, obedecida e valorizada no meio da igreja, Colossenses 1.2, 6; Gálatas 2.14; Salmo 86.11; 2Pedro 1.12.

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