É a igreja importante?

POR RON BARTANEN — É preocupante que muitos afirmem respeitar a Bíblia e ter fé em Cristo, mas escolham considerar a igreja como algo opcional.

Frequentemente ouvem-se declarações como estas: “Minha religião é pessoal. Não preciso de uma igreja para me sentir próximo de Deus”.

Essas pessoas veem pouca importância na igreja — pelo menos para si mesmas. Como devemos responder a esse conceito?

Em primeiro lugar, os sentimentos de alguém sobre o assunto podem ser irrelevantes. O profeta de Deus, Jeremias, declarou: “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá?” Jr 17.9. Em outras palavras, confiar nos próprios sentimentos seria ouvir um mentiroso.

Em segundo lugar, a religião é supervalorizada. Jesus não veio para nos tornar religiosos. Universalmente, o homem sempre foi religioso. Até os adoradores de Satanás são religiosos. Foram pessoas religiosas que clamaram contra Cristo, dizendo: “Crucifica-o!”

Em terceiro lugar, a maioria tem uma visão totalmente equivocada do que a Bíblia chama de igreja. A igreja não é vista nas Escrituras como uma denominação ou um agregado de denominações. Muitos se afastam do que às vezes é chamado de “religião organizada”. Estruturas denominacionais e alianças são fraternidades sectárias criadas pelo homem, unidas por credos humanos e regras de fé e prática. A igreja do Novo Testamento era dividida apenas por local, sem sede central e sem lealdade sectária a um partido religioso.

O partidarismo dentro do único corpo era carnal, não espiritual, 1Co 3.3-4. A igreja não era algo a que se juntava, mas um corpo de pessoas que responderam ao evangelho (boas novas) de Cristo com fé, arrependendo-se dos pecados e sendo batizadas (imergidas) para o perdão dos pecados. Dela se diz: “cada dia o Senhor acrescentava à igreja todos os que estavam sendo salvos” (leia Atos 2.36-47 NBV).

A igreja não é uma organização, como um clube social, que alguém possa escolher ingressar, mas é a comunhão universal daqueles que se comprometeram com Cristo para servi-lo e obedecê-lo.

A importância dessa relação é evidente no fato de que a igreja foi comprada pelo sangue de Cristo, At 20.28 e é chamada de corpo de Cristo, do qual ele é o único cabeça, Cl 1.18. O carinho com que Cristo ama a igreja é visto na comparação do apóstolo Paulo entre o relacionamento de Jesus com a igreja e o de um homem com sua esposa, chegando a dar a vida por ela, Ef 5.22-33.

Se os primeiros cristãos tivessem considerado sua relação com Cristo como “uma religião pessoal” separada dos outros discípulos, isso teria sido contrário a Cristo, que prometeu, antecipando essa comunidade redimida: “Edificarei a minha igreja” Mt 16.18. Pelo contrário, desde o início eles “perseveravam na doutrina dos apóstolos, na comunhão, no partir do pão e nas orações” At 2.42, e também “ensinando e admoestando uns aos outros com salmos, hinos e cânticos espirituais” Cl 3.16.

Se não tivessem sido diligentes nisso, certamente a Fé cristã teria sido rapidamente extinta. Os cristãos precisam uns dos outros e devem adorar e trabalhar juntos no corpo de Cristo. Somos exortados:

“Não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns, antes admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais quanto vedes que se vai aproximando aquele Dia” Hb 10.25.

A igreja é obviamente importante para o Senhor que morreu por ela. A pergunta é: a igreja é importante para você?

Ron mora na Flórida e publica o ezine “The Sower”. Atualmente, ele está ensinando sobre Cristo no livro de Gênesis.

···

Comente publicamente este artigo por meio deste formulário, ou envie email ao editor.

Assine o site gratuitamente: