Por duas ou três vezes eu e Paulo Cesar temos feito lives e, por minha sugestão, criamos o formato de pergunta e resposta. Sugeri o título: “Pergunte qualquer coisa”. Fiz questão de dizer que devia ser dentro da área bíblica. Até aí tudo bem, nada demais.
Ao mesmo tempo, o irmão Kerry Duke, professor na Faculdade bíblica de Tenessi, nos lembra de ter cuidado com as perguntas que fazemos, em artigo excelente, escrito hoje, com o mesmo título acima, o qual é reproduzido abaixo.
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Existem algumas perguntas que não devemos fazer nem tentar responder, mesmo que sejam sobre religião. A Bíblia nos instrui a evitar perguntas tolas e sem instrução, porque elas geram contendas, 2 Timóteo 2.23. Uma pergunta pode ser popular, mas nem por isso ser produtiva.
A Bíblia não responde a todas as perguntas.
“As coisas encobertas pertencem ao Senhor, o nosso Deus, mas as reveladas pertencem a nós e aos nossos filhos para sempre, para que obedeçamos a todas as palavras desta lei” Deuteronômio 29.29.
Precisamos frear nossa curiosidade e lembrar os outros de fazer o mesmo enquanto estudamos a Bíblia.
Algumas perguntas são mais importantes do que outras. A pergunta: “Que devo fazer para ser salvo?”, é muito mais importante do que esta: “Qual era o espinho na carne de Paulo?” A Bíblia nos ensina a focar nas coisas mais importantes: a justiça, a misericórdia e a fidelidade, Mateus 23.23.
É bom que as pessoas estejam buscando respostas. E a internet pode ajudar. Mas também pode confundir e desorientar. Mesmo que ela dê a resposta certa para uma pergunta bíblica, isso pode não importar no final. Uma coisa que a IA não consegue fazer é priorizar as perguntas e dizer quais são importantes e quais não são. A Bíblia consegue.
Até mesmo Jesus não tentou resolver todas as disputas. Quando um homem lhe pediu para falar com o irmão sobre a divisão da herança, Jesus respondeu: “Homem, quem me designou juiz ou árbitro entre vocês?” Lucas 12.14.
A vida é curta demais para desperdiçarmos tempo com perguntas que a Bíblia não responde ou com perguntas que, no fundo, não importam. Deixe que as Escrituras — e não a curiosidade ou a internet — respondam a esta pergunta: Quais perguntas eu devo fazer, e quais delas devo fazer com mais urgência?
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